OS RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO

Os medicamentos são substâncias químicas destinadas a aliviar sintomas, prevenir, controlar ou curar doenças. Embora testados de forma intensa para observação dos seus efeitos benéficos ao ser humano, através de pesquisas antes de serem colocados à disposição para o uso, continua o risco de efeitos indesejados, os chamados efeitos colaterais.

Com o avanço do conhecimento são desvendados a todo o momento novos aspectos da complexidade do organismo humano, o que impossibilita prever a totalidade das reações provocadas por um composto químico externo, no caso os medicamentos.

Um mesmo medicamento pode ter reações diversas conforme as características de uma pessoa, sua idade, peso, sexo, história familiar, ou existência de enfermidades, conhecidas ou não. A dose correta para um adulto, por exemplo, pode ser exagerada para uma criança ou um velho, e uma avaliação completa do indivíduo pode evitar o uso de medicamentos potencialmente prejudiciais.

Quanto mais doenças tem uma pessoa, ou quanto maior o número de medicamentos que toma, maiores as chances de acontecerem efeitos colaterais. Deve ser muito bem pensadas as vantagens de tomar um medicamento para melhorar o efeito ruim causado por outro.

O médico, ao receitar um medicamento, leva sempre em consideração uma série de fatores obtidos na história clínica e no exame físico do seu cliente, assim como na sua história pregressa e familiar, para decidir qual o melhor remédio a ser indicado, diante das opções disponíveis.

Tomar um remédio por conta própria, só por ter feito bem para um amigo ou parente é assumir riscos, inclusive de retardar e mascarar um diagnóstico e dificultando o tratamento adequado.

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